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Como Erving Goffman articula a noção de papel social com seus limites e possibilidades heurísticas, e um adendo com o conceito parsoniano de papel




 Erving Goffman
Goffman em sua obra Representação do Eu na Vida Cotidiana nos propõe uma analogia teatral para compreendermos o conjunto de interações que ocorrem cotidianamente entre os indivíduos no meio social. Para tal utiliza-se de termos comuns ao teatro para denominar os fatores destas interações. O indivíduo como um ator social, participando ativamente de todo o desenrolar de trama de sua vida. O ator é quem escolhe o seu papel, o palco a que se apresentar e a sua peça. Sob a máscara de um personagem, tendo sempre que manter e acreditar no seu papel ou pelo menos manter uma interpretação cínica do mesmo para que venha a convencer a sua plateia e possivelmente convencer a si mesmo. O palco é o seu cenário. Um conjunto formado por tudo o que o rodeia no momento exato de sua atuação, assim como a distribuição de outros atores em cena, compondo um plano de fundo para o desenvolvimento da ação humana. A plateia é um componente fundamental para o sentido da atuação, pois são suas impressões a cerca do desempenho do ator que podem dar sentido e continuidade para a peça. A plateia é composta por indivíduos que apenas observam a interação e, não interagem diretamente com os atores. O ator utiliza -se de fachadas para a representação de seu papel. Fachada é a parte do desempenho do individuo que funciona regularmente de forma geral e fixa para a melhor compreensão de quem observa a atuação. O momento em que o indivíduo se encontra fora do alcance da plateia, é denominado Bastidores. É quando este pode se despir de suas máscaras e dar lugar ao seu eu. Não é preciso representar e nem se preocupar com as impressões que suas ações podem causar.  
Talcott Parsons

Se para Goffman toda situação pode ser entendida como performance de atores, trajando de mascaras dentro de um papel social, em um palco provocando impressões ao público, para Parsons o conceito de papel é um componente estrutural que tem supremacia na função de adaptar e definir a classe de indivíduos dentro de uma determinada sociedade. O papel não é idiossincrático para um determinado indivíduo, podendo este participar de outros papeis dependendo do contexto de interação inserido. Ser pai ou filho no contexto familiar, funcionário na sua empresa ou repartição, aluno na instituição de ensino e jogador em uma partida de futebol, sendo coordenado por um conjunto de padrões subjetivos compartilhado por sua sociedade.

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