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A Inter-relação Entre Moradores de Seropédica e os Alunos da UFRRJ




Este trabalho faz parte da disciplina de Sociologia III,
 ministrada pelo docente Dr. André Videira de Figueiredo.
 Pesquisa apresentado na UFRRJ.

                Este trabalho faz parte do laboratório de pesquisa e tem como proposta fazer uma análise sobre a percepção mútua entre seropedicenses (IBGE, 2018) e alunos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ.
Isto posto, neste trabalho almejamos refletir sobre os impactos de forma direta e indiretamente que os alunos, moradores, porém, não considerados seropedicenses, causam no município. Não seropedicense, pois estes moram na cidade somente durante os dias letivos da UFRRJ. Quando os alunos não têm aula, os mesmos retornam para suas respectivas cidades.
              Os impactos que os alunos trazem ao município podem ser sentidos no frágil sistema de saúde da cidade assim como trafego de veículos na hora do rush que é a saída dos alunos da Universidade as 17 horas. Impactos também na vida social através das atrações festivas, conhecida como chopadas e integrações que os alunos realizam. As festas dos cursos universitários movimentam a economia e o ritmo de vida de parte da população jovem da cidade. O impacto no comércio, pois quando os alunos retornam a suas casas o comércio o movimento diminui entre 7 e 10 porcento (Poiares & Santos, 2013).
Há o impacto indireto nas atividades culturais e esportivas dos moradores. Estes utilizam, também, os espaços da UFRRJ para promoverem atividades de lazer e eventos eventos públicos como o Desfile Cívico, os Festivais de Pipa ou piqueniques a beira do lago. Estes eventos possibilitam um estreitamento nas relações entre alunos e moradores.
             Por causa das grandes festividades que os alunos promovem, os moradores acabam se incomodando com os forasteiros, ou seja, pessoas de fora promovendo barulhos aos cidadãos seropedicense. Isso faz com que os moradores mantenham uma atitude blasé em relação aos alunos. Muitos seropedicenses acham que os alunos são desordeiros, promíscuos e sustentados pelos pais. E que estes só causam aborrecimento para os munícipes. Em contrapartida, os alunos chamam os moradores, de forma pejorativa, de ‘minhoca’. Este termo está relacionado a uma pessoa da terra, remete a quem nasceu e vive no município. Muitos estigmas e preconceitos permeiam essa relação.
Por isso, essa pesquisa tem por objetivo geral entender sobre a sociação1 entre moradores e alunos. Para isso, o trabalho busca apresentar as características gerais de
1 Simmel formula o conceito de sociação para designar mais apropriadamente as formas ou modos pelos quais os atores sociais se relacionam.
cada ator e responder os seguintes questionamentos: a) Quem é o Seropedicense e como ele se entende dentro desta relação tão estreita e tão dependente que a cidade mantém com a Universidade? b) Que impressão ou juízo de valor esse grupo tem ou faz sobre os alunos? C) O Seropedicense vê na Universidade uma instituição de Ensino que a ele também pertence ou será apenas mais uma instituição instalada no município, pagadora de impostos e geradora de empregos?
Para tentar responder as os questionamentos levantados, e apresentar os resultados da análise, foi elaborado um questionário específico direcionado para os moradores da cidade e aplicado em rede social; e a busca de dados no IBGE por densidade demográfica, renda per capita, escolaridade e índices de desenvolvimento humano. Referente a Universidade, foi desenvolvido um apanhado geral sobre o número de cursos e alunos, a extensão territorial e orçamento e atividades voltadas para a cidade. E, também, foi aplicado um questionário aos alunos que residem na cidade, visando compreender como este ator entende a cidade que vive durante sua graduação.
          A relevância dessa pesquisa se dá por haver um déficit de estudos a respeito das relações entre a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a cidade de Seropédica a respeito de como tem sido a relação entre ambos. Acreditasse que se houvesse mais pesquisas mais aprofundas da interrelação, possivelmente, contribuiria para um melhor desenvolvimento e crescimento das relações mútuas entres esses dois atores.
Apresentação de Seropédica e seus moradores
         O município de Seropédica, está localizado na Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro, mais precisamente na Baixada Fluminense. A economia do município é, em geral muito fraca. Dados do IBGE de 2011 apontam um Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 0,20% do PIB estadual. O setor serviços é quem de fato mantém diretamente a sustentação e desenvolvimento do município. Grande parte desses serviços graças a presença da Universidade. A maior atividade econômica do município é a mineração de areia e argila, no Distrito Areeiro de Itaguaí- Seropédica, localizado na Reta de Piranema. (BELBERT, 2003). Em 1948, com a transferência do campus da UFRRJ para as margens da antiga rodovia Rio – São Paulo, iniciou-se o desenvolvimento urbano de Seropédica.
Seropédica conta com uma população estimada de 84.416 habitantes (IBGE, 2017) tendo apenas um distrito e ocupando uma extensão territorial de 283,766 km², tendo apenas 19,7% de suas vias públicas pavimentadas (Censo, 2010). Aqui, em 1947, às
margens da Rodovia Rio-São Paulo, foram inauguradas as instalações do Centro Nacional de Ensino e Pesquisas Agronômicas (CNEPA), órgão do Ministério da Agricultura, cuja maior parte, hoje, constitui o principal campus da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) desde então é inquestionável que a UFRRJ é uma referência para o município de Seropédica.
Vale lembrar que, até 1997 Seropédica era Distrito de Itaguaí, hoje, município vizinho. Seu desenvolvimento como área urbana só se deu de fato com a abertura da Rodovia Rio-Santos, em 1985 o que facilitou o deslocamento para diversos municípios vizinhos.
A população até o Censo de 2010 estava distribuída em 275,53 habitantes por km² e em 2010 seu índice de desenvolvimento humano municipal (IDHM) era de 0,713, basicamente igual aos nossos municípios vizinhos: Itaguaí com 0,715, Paracambi com o,716, Nova Iguaçu com 0,713, Queimados 0,680 e Japeri 0,659. O salário médio do trabalhador formal Seropedicense em 2015 era de 3,9 salários mínimos, porém haviam apenas 17,8% de trabalhadores formais registrados e 37,4% da população vivia com menos de ½ salário mínimo neste período.
Um povo com muita fé a demonstra através de sua grande concentração de templos religiosos. Aqui 44% da população se declara evangélica, 27% católicos, 27% sem religião e 1% de espiritas. Em 2010, 11.933 habitantes com 25 anos ou mais estavam cursando Ensino Superior e contava 3.167 formados, porém 21.517 citadinos também com mais de 25 anos se declararam analfabetos ou não concluintes do Ensino Fundamental, ou seja, 28% da população em 2010. Sua população e formada majoritariamente por pardos ou negros.
Apresentação da UFRRJ
       A Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, é uma universidade multicampi com Campus em Nova Iguaçu, Três Rios e Seropédica. Possui cursos em diversos polos e município com os cursos à Distância oferecidos pelo Governo e Estado.
Conta com 67 cursos de graduação, mais de 35 cursos de pós-graduação e quatro cursos técnicos no Colégio Técnico da UFRRJ (CTUR). Encontra-se na posição 37º do ranking das melhores instituições de ensino do país elaborado pelo jornal Folha de São
Paulo em 2017, a Universidade Rural ficou entre as cinco melhores universidades do Estado do Rio de Janeiro.
As Pró-Reitorias de Extensão e de Graduação mantem e disponibiliza 150 vagas em um curso preparatório Pré-ENEM direcionado para diversas faixas etárias com todo o material fornecido de forma gratuita com aulas de conhecimentos específicos de Língua Portuguesa, Matemática, Física, Química, Biologia, História e Geografia. O processo de seleção baseia-se na análise do perfil socioeconômico dos candidatos, com preferência para os que cursaram o Ensino Médio em Escola Pública e que residam em Seropédica.
O campus Seropédica conta com 10 Institutos, 40 cursos de graduação e 35 de pós-graduação. No ano de 2018 foram oferecidas 2.585 vagas nos cursos de graduação apenas para o campus Seropédica. A UFRRJ possui um total de 18.577 mil estudantes, seja matriculados ou trancados. A universidade disponibiliza um complexo de alojamento estudantil formado por 12 prédios, onde residem em média 1500 estudantes, além de manter um restaurante universitário servindo uma média de 4.500 refeições diárias. As despesas de manutenção do complexo universitário no ano de 2016 foi de R$:86.804.287,27 como declarado na prestação de contas de do mesmo ano.
Metodologia e análise das relações entre moradores de Seropédica e alunos da UFRRJ
De uma cidade não aproveitamos as suas sete ou setenta e sete maravilhas, mas a resposta que dá às nossas perguntas (Calvino,1990:44).
Para desenvolver essa análise acerca das relações e impressões que cada uma das partes tem sobre a outra, e sobre a infraestrutura da cidade e a receptividade aos alunos tanto como a utilização e envolvimento dos citadinos seropedicenses; e quanto à Universidade, foi elaborado um questionário aplicado por meio de redes sociais. Este questionário foi elaborado através do formulário do Google Docs disponibilizado na internet. Este meio foi escolhido para que um número significativo de pessoas pudesse responder.
O formulário foi disponibilizado em dois grupos do Facebook, um grupo voltado diretamente para moradores da cidade e outro formado por alunos, ex-alunos e docentes da Universidade. Quando postado o link do formulário nos grupos, os pesquisadores tiveram o cuidado de explicar o objetivo da pesquisa e especificar para quem ela era
direcionada. Ambos os questionários estiveram dois dias disponíveis para a coleta das respostas. Um grupo de 159 pessoas responderam ao questionário dentro de dois dias.
Os dados da pesquisa mostram que 54,5% são alunos ou ex-alunos da UFRRJ. E 75% dos entrevistados declararam ainda terem a expectativa de se tornar aluno(a) da instituição. 77,3% afirmaram ter pelo menos um membro de seu núcleo familiar estudando ou que já tenha estudado na Rural o que pode nos levar a crer que haja um envolvimento e uma participação significativa de moradores no ambiente universitário. Segundo o Censo, Seropédica teve um aumento significativo no número de graduandos entre o ano 2000 e 2010, um salto de 283%. Eram 761 graduandos (não necessariamente alunos da UFRRJ) e ouve um avanço para 2.912 seropedicenses em algum curso superior. A média de aumento de graduandos para a Baixada Fluminense nesse mesmo período foi de 127%.
        A pesquisa visou também entender o quanto o espaço da Universidade era utilizado pelos moradores para outros fins que não apenas a busca por formação. Foi elaborada uma questão direcionada aos moradores sobre o uso do espaço da Universidade na procura por cultura, lazer e/ou esporte e, a resposta foi que sim para 81,8% dos entrevistados. Ou seja: quadras, campos, bosques, teatro e outros possíveis espaços são ou já foram considerados em algum momento espaço para a prática de esportes, para a
busca do lazer ou de cultura, mesmo por aqueles que não estudam na instituição, o que pode criar laços afetivos e de identidade com a própria Universidade, permeando a realidade mesmo daqueles que dela parecem estar distantes.
Sobre as relações de trabalho com a Universidade de forma direta ou indireta, na prestação de serviços aos alunos ou relações comercias 42,9% dos entrevistados responderam que mantem sim um vínculo de trabalho ou comercial com a UFRRJ ou com os alunos, o que apenas confirma a dependência deste vinculo para a sustentação e desenvolvimento do município.
Referente a forma que os moradores enxergam o convívio direto com os ruralinos residentes na cidade e os seus impactos na rotina da cidade, 63% dos moradores declararam como ótima ou boa o convívio.                       Percebemos assim que apesar da estigmatização existente entre seropedicenses e alunos moradores temporários, estes, conseguem conviver de forma pacífica. Desmitificando que mesmo um não gostando do jeito do outro, conseguem se relacionar. Porém, se percebe em conversas informais com seropedicenses que trabalham na Rural, que eles não são muito favoráveis a moradia dos alunos em sua cidade. Mas sabem da importância na economia da cidade que os graduandos trazem a ela.
Na pesquisa direcionada aos alunos residentes no município que não estejam alojados nas instalações da Universidade, ou seja: alunos em republicas, em apartamentos ou casas individuais. A ideia com a aplicação desse questionário era entender como o aluno vê a cidade e seus problemas, sobre o custo de vida, sobre a receptividade e até mesmo a sua percepção sobre a simpatia do morador local e para concluir, se se voltaria ou continuaria a morar em Seropédica depois de formado.
           As respostas apontam para alguns problemas já conhecidos de quem mora ou frequenta a cidade como a segurança e os altos preços praticados no comércio. A primeira questão estava relacionada ao tipo de moradia na cidade, se vivia em república, dividindo despesas e vivendo de forma coletiva ou em apartamento/casa individual.
Os dados apontam que 64,8% vivem em apartamentos ou casas individuais. Podemos perceber que em Seropédica, foram criados vários imóveis para locação exclusiva à estudantes. Se perceber, grande parte dos anúncios são oferecidos somente para a comunidade acadêmica alugarem esses imóveis. Isso é bom, pois o aluguel das casas movimenta a economia da cidade. Porém, em perspectiva dos seropedicenses há um custo absurdo no valor para alugar casas ou apartamentos.
Dos problemas de infraestrutura da cidade o que mais afeta ou causa preocupação aos alunos residentes é a falta de segurança com 71,1% seguido de deficiências no sistema de saúde com 24,5% das opiniões e 4,4% dos entrevistados julga complicada a situação do trânsito na cidade. Sobre o custo de vida, considerando custo de vida a soma do custo de moradia mais alimentação e transporte na cidade, para 50,3% dos entrevistados está compatível com a realidade da cidade ou mesmo dos valores praticados no geral. Porem 43% das opiniões coletadas julgam alto o custo de vida e 9,4 consideram barato viver em Seropédica.
Quanto a receptividade e até mesmo a simpatia dos moradores de Seropédica aos ruralinos, a pesquisa revelou um certo carisma entre moradores e alunos. 64,8% dos entrevistados consideraram os moradores locais simpáticos e receptivos a quem vem de fora, outros 10,7% inclusive considera ótima está relação, mas há uma parcela de 24,5% de alunos entrevistados que não tiveram a mesma impressão quanto a receptividade da cidade.
           Para concluir foi perguntado se após conclusão do curso se o recém-formado consideraria continuar morando na cidade. A resposta foi que 81,1% não pretendiam residir na cidade e 18,9% dos estudantes consideraram morar em Seropédica após conclusão do curso.
Considerações
         Este trabalho buscou saber qual a interrelação entre seropedicenses e alunos moradores temporários no município. Tendo estes alunos como o agente diluidor das diferenças entre estes dois corpos no qual um está contido no outro e mesmo assim se aparenta tão distante do mesmo. Entender essa relação de dependência desde o princípio na instalação da Universidade na cidade em 1947 até os dias de hoje é um processo complexo. Pensar o impacto dessa sazonalidade gerada pelos Períodos Letivos em que o comercio se aquece, bares e restaurantes se animam ocorrem eventos festivos para todo lado, mas também congestiona o trânsito, aumenta o número de roubos e furtos e desestabiliza o sistema de saúde que já é precário. E os recessos e férias em que a cidade se esvazia e o marasmo ocupa todos os espaços.
Neste trabalho tínhamos uma perspectiva do senso comum que muitas das pessoas iriam responder que não existia uma boa relação entre ambos os atores. Surpreendentemente um número significativo respondeu que há uma boa relação. Como
a pergunta não foi aprofundada com medo que poucas pessoas não se interessassem a responder o questionário, optamos por perguntas mais simples e discreta.
            Seria interessante um trabalho mais elaborado e com mais tempo para aprofundar sobre este assunto. Um trabalho de fato que pudesse entender mais a relação de amor e ódio entre esses atores. E conseguir responder a um simples questionamento e analisar de forma científica a interrelação dos seropedicenses e os alunos. Desta forma, acreditamos que seria possível construir um laço mais estreito em comunidade universitária e a comunidade seropedicense.
Concluímos que o papel da universidade na realidade local é visto que quando ela se fecha para a região do seu entorno é criado um abismo entre a universidade e a população, tornando maior o distanciamento da comunidade local. A Universidade deve agir profundamente para combater a cultura dominante que causa esse distanciamento.
            Contudo, o presente trabalho, como ferramenta de estudo, possui limitações. O fato da aplicação deste estudo não ter sido em um tempo maior e mais elaborado, possivelmente pode ter influência em alguma distorção nas informações colhidas. Para uma avaliação melhor seria necessária a realização de entrevistas com ambos os atores para capturar as distintas opiniões dos moradores de forma clara e precisa dos questionamentos.

Referências Bibiograficas:

Almeida, D. M. A Universidade Federal Rural do Rio De Janeiro e o Desenvolvimento de Seropédica. 2º Seminário Nacional de Planejamento e Desenvolvimento Área Temática: Planejamento Territorial, Políticas Públicas. Florianópolis. 2014. Disponível em < http://200.19.73.116/anais2/wp-content/uploads/2015/08/622.pdf>
BERBERT, M. C. A mineração de areia no distrito areeiro de Itaguaí-Seropédica/RJ: geologia dos depósitos e caracterização das atividades de lavra e dos impactos ambientais. Anu. Inst. Geocienc., 2003, vol.26, p.192-193. ISSN 0101-9759.
CALVINO, Italo. As Cidades Invisíveis. São Paulo: Cia das Letras, 1990.
SIMMEL, Georg. A Metrópole e a Vida Mental in O fenômeno Urbano. Tradução: Sergio Marques dos Reis. Rio de Janeiro: Editora Zahar,1967. Douglas Monteiro de
Referências de textos de apoio:
Acesso à Informação UFRRJ. Disponível em <http://institucional.ufrrj.br /acessoainformacao/ perguntas-frequentes/>
A Universidade e a Cidade: um Estudo de Caso do Campus Seropédica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Disponível em <https://enanparq2016.files.wordpress.com/2016/09/s25-01-araujo-r.pdf>.
Cidade e Identidade: São José dos Campos do Peito e dos Ares de Valéria Zanetti de Almeida Disponível em <https://sapientia.pucsp.br/bitstream/handle/13073/1/Valeria%20Zanetti%20de%20Almeida.pdf>
Folha de São Paulo. Ranking das Universidades. 2017. Disponível em <https://ruf.folha.uol.com.br/2017/perfil/universidade-federal-rural-do-rio-de-janeiro-ufrrj-574.shtml>
IBGE. Resultados para a cidade de Seropédica. Disponível em <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rj/seropedica/panorama>
Poiares, J. & Santos, L. A economia de Seropédica e a Universidade Rural, 2013, < https://kmquatrosete.wordpress.com/2013/11/24/a-economia-de-seropedica-e-a-universidade-rural/>
Prestação de Contas. Execução Orçamentária Em 2016 E 2015. Disponível em:<http://portal.ufrrj.br/wp-content/uploads/2017/03/2015-2016-Execucao-Orc%CC%A7amentaria.pdf >
Pró-Reitoria de Extensão. Disponível em <http://portal.ufrrj.br/pro-reitoria-de-extensao/pre-enem-seropedica/>
Questionários Aplicados: Aos Alunos residentes em Seropédica não alojados
https://goo.gl/forms/FJ7UANi4AzVrHq6c2.
Aos moradores locais de Seropédica
https://goo.gl/forms/IgOjsirlzn6xFrK12.

Plano de trabalho Laboratório de Pesquisa em Sociologia III

Tema: Identidade Seropedicense em Relação com a Universidade (UFRRJ)
1. Apresentação da proposta da pesquisa:
• O porquê da pesquisa;
• Métodos de pesquisa utilizados;
2. Uma pequena apresentação sobre a cidade:
• Localização geográfica;
• Densidade demográfica;
• Grau de escolaridade da população;
• Renda per capita;
• Religião.
3. Uma pequena apresentação sobre a Universidade:
• Resumo histórico;
• Número de cursos oferecidos;
• Número de alunos;
• Orçamento médio anual.
4. Relações entre moradores e a Universidade (Aqui inicia de fato):
• Relações comerciais /profissionais;
• Busca por formação (própria e de familiares);
• Busca por cultura e entretenimento;
• Relações pessoais.
• Como a população (moradores próximos/mais impactados com o contato) entendem esta relação, seus prós e contras.
• Impactos (trânsito, sistema de saúde, segurança e comercio);
5. Considerações sobre o trabalho e abertura para uma possível melhor análise posterior dos dados.
6. Bibliografia.
Questionário direcionado a população de Seropédica realizado por redes sociais:
1. Estuda ou já estudou na UFRRJ?
Sim/não
2. Perspectivas de se tornar um aluno da UFRRJ?
Sim/não
3. Algum membro de sua família ou amigos estuda/estudou na UFRRJ?
Sim/não
4. Busca ou já buscou por cultura, lazer e esporte no Campus da Universidade?
Sim/não
5. Mantem alguma relação de trabalho ou comercial com a universidade/alunos?
Sim/não
6. Como vê a relação entre que os alunos mantêm com a cidade?
Ótima/Boa/Ruim
7. Impactos dessa relação?
Positivo/Negativo
Questionário direcionado aos alunos da UFRRJ residentes da cidade de Seropédica não alojados:
1. Tipo de moradia em Seropédica
República/Apartamento ou casa individual
2. Principal problema de infraestrutura da cidade
Saúde/Segurança/Transporte
3. Custo de vida na cidade
Alto/Normal/Baixo
4. Receptividade e Simpatia dos moradores locais
Ótima/Boa/Má
5. Voltaria ou continuaria a morar em Seropédica depois de formado?
Sim/Não

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